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A imaginação de Calvin, personagem das tirinhas de Bill Watterson, transformava a mãe, o pai, a professora e o diretor do colégio em monstros, geralmente derrotados por algum dos seus egos imaginários, como o astronauta Spiff. A verdade é que Calvin fazia apenas o que todos fazemos quando nos faltam palavras: nós criamos uma forma de expressar aquilo que sentimos, mas que não existiam no mundo das palavras ainda. É assim que nascem os monstros.
Enrique não é diferente. Ele tem de viver com aquele tal de banho. Almoço. Horário. Carinho. Brava. E até o medo de escuro, no meio da noite, que por ser um monstro, não dá medo coisa nenhuma. Esse o monstro da semiótica, nesta história sobre a construção de símbolos particulares de um menino. E seus monstros.
Ilustrados pela artista paulista Ana Rocha, que constrói o catálogo de monstros com as mesmas referências e imagens que Enrique teria.Autora:
